O ETIAS mudou a entrada de brasileiros na Europa. Entenda por que ele é chamado de “novo visto proibido” e quem pode ser barrado antes do embarque.
Todo Brasileiro Precisa Entender Antes de Viajar. Durante décadas, a Europa foi percebida pelos brasileiros como um território de entrada simples: passaporte válido, passagem de volta, hotel reservado, e pronto.
Esse capítulo está se encerrando.
A partir da implementação do ETIAS (European Travel Information and Authorization System), o continente europeu inaugura uma nova era: entrada condicionada à autorização prévia, análise de dados e triagem antecipada de viajantes.
Não se trata de visto.
Mas também não é mais “entrada livre”.
E entender isso agora pode ser a diferença entre uma viagem tranquila… ou uma negativa ainda no aeroporto.

O que é o ETIAS, afinal?
O ETIAS é um sistema eletrônico de autorização de viagem criado pela União Europeia para cidadãos de países que não precisam de visto, como o Brasil.
Ele será obrigatório para entrar em países do Espaço Schengen — bloco que inclui destinos como Portugal, Espanha, França, Itália, Alemanha, entre outros.
📌 Resumo direto:
- Não é visto
- É uma autorização prévia obrigatória
- Deve ser solicitada antes do embarque
- Vinculada ao passaporte
- Analisada por sistemas de segurança europeus
Por que a Europa criou o ETIAS?
A resposta é simples — e estratégica.
A Europa passou a operar sob três pilares:
- Segurança
- Controle migratório
- Prevenção antecipada de riscos
Antes, a análise era feita na fronteira.
Agora, ela acontece antes mesmo do viajante entrar no avião.
O ETIAS cruza dados com:
- Bancos de segurança europeus
- Alertas migratórios
- Histórico de entradas e permanências
- Informações declaradas pelo próprio viajante
➡️ Ou seja: o filtro passou a ser digital, automático e prévio.

Quem precisa solicitar o ETIAS?
✔️ Brasileiros sem cidadania europeia
✔️ Viagens a turismo, negócios, trânsito ou visita familiar
✔️ Permanência de até 90 dias a cada 180 dias
❌ Não precisam de ETIAS:
- Cidadãos europeus
- Quem possui nacionalidade portuguesa, italiana ou de outro país da UE
- Quem tem residência legal em país europeu
Aqui está o ponto-chave que muita gente ignora:
O ETIAS não substitui direitos. Ele evidencia quem não os tem.
O ETIAS pode ser negado?
Sim.
E isso muda completamente o jogo.
A negativa pode ocorrer por:
- Informações inconsistentes
- Histórico migratório problemático
- Excesso de permanência anterior
- Alertas de segurança
- Dados considerados “sensíveis” pelo sistema
E atenção: sem ETIAS aprovado, o embarque pode ser bloqueado ainda no Brasil.
O que o ETIAS revela sobre o futuro da mobilidade internacional
O ETIAS não é apenas um formulário.
Ele é um sinal claro de mudança de paradigma:
O mundo caminha para:
- Mais controle
- Mais dados
- Menos improviso
- Mais valorização de status jurídico permanente
Viajar como turista continuará possível.
Mas viver, trabalhar, circular livremente será privilégio de quem tem cidadania ou residência legal.
Cidadania europeia: de vantagem opcional a blindagem estratégica
Aqui entra a virada de consciência.
Enquanto o turista:
- Pede autorização
- Aguarda análise
- Corre risco de negativa
O cidadão europeu:
- Entra
- Sai
- Reside
- Circula
Sem pedir permissão.
O passaporte europeu não é luxo.
É status jurídico, liberdade real e proteção para a família.
O posicionamento da DNA Cidadania
Na DNA Cidadania, nós não tratamos cidadania como promessa ou produto de impulso.
Tratamos como:
- Planejamento de longo prazo
- Proteção patrimonial
- Estratégia familiar
- Direito histórico de sangue
O ETIAS apenas escancarou algo que já era verdade:
O mundo está se fechando para quem não tem vínculo jurídico.
E se esse vínculo já existe na sua história familiar, o pior erro é ignorá-lo.
Conclusão
O ETIAS não deve gerar pânico.
Mas deve gerar consciência.
Ele separa:
- Quem visita
- De quem pertence
A pergunta não é mais: “Posso entrar na Europa?”
A pergunta real é: “Por quanto tempo o mundo continuará aberto para quem não tem status?”
Quer transformar direito em liberdade real?
Descubra se você ou sua família têm direito à cidadania portuguesa ou italiana e saia da posição de turista para a de cidadão europeu.
Fale com a DNA Cidadania. Porque liberdade não se pede. Se reconhece.

Advogado e fundador da DNA Cidadania, com atuação especializada em cidadania portuguesa e italiana.
Dedica-se ao estudo e à prática do direito da nacionalidade, com foco no dever de decisão do Estado, na crítica ao excesso de formalismo administrativo e na proteção jurídica das famílias diante da demora injustificada dos processos. Escreve artigos jurídicos e institucionais que unem direito, história e realidade prática, traduzindo o funcionamento do sistema para quem precisa decidir com consciência e segurança.








