Linha de Filiação
É a sequência documentada de pai para filho que prova o vínculo genético e legal entre você e o antepassado europeu (geralmente o avó ou bisavó). Não é apenas ‘ter parentes europeus’ — é provar, documento por documento, que existe uma corrente ininterrupta desde o europeu até você.
A linha de filiação precisa estar provada em certidões de nascimento, casamento e, eventualmente, óbito. Cada elo tem que estar conectado ao anterior: avó português teve filho (seu pai), seu pai teve você. Se faltar um elo ou se houver informações conflitantes entre os documentos, a linha se ‘quebra’.
Para cidadania por descendência, não basta ter sangue europeu — é preciso que todos os links estejam documentados e reconhecidos legalmente.
Na prática
Seu avó era português e teve seu pai no Brasil. Seu pai teve você também no Brasil. Para provar a linha de filiação, você precisa: (1) certidão de nascimento do avó em Portugal; (2) certidão de nascimento do seu pai com nome do avó como pai; (3) sua certidão de nascimento com nome do seu pai como pai. Se o registro do seu pai não citar o avó como pai, ou se o nome estiver grafado diferente, a linha quebra e você precisa de uma ação de retificação ou ajuste nos registros.
É o erro mais comum: documentos que não ‘conversam’ entre si. Uma certidão diz ‘José da Silva’, outra diz ‘José Silva’, outra diz ‘Zé’. Parecem a mesma pessoa, mas legalmente não provam a continuidade.
Veja também
- Análise Documental
- Certidão de Nascimento
- Descendência Europeia
Fonte: Fórmula Editorial DNA — DNA Cidadania